10 maio 2017

Vendas de consórcios aumentam 4,7%; tíquete médio cresce 21,1% no trimestre

Extraído de Monitor Digital

No fechamento do primeiro trimestre do ano, o Sistema de Consórcios continuou ampliando suas vendas. Com tíquete médio maior em relação ao mesmo mês do ano passado, subindo de R$ 33,20 mil para R$ 40,20 mil e alta de 21,1%, os negócios contratados registraram aumento de 20,7%, avançando de R$ 16,94 bilhões (de janeiro a março de 2016) para R$ 20,45 bilhões (de janeiro a março de 2017).

A procura por cotas em todos os setores – veículos automotores, imóveis, serviços e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis – apontou crescimento de 4,7%, saltando de 508,6 mil para 532,5 mil unidades e mostrou que o mecanismo tem sido a melhor alternativa para quem quer adquirir bens ou contratar serviços, apesar das dificuldades econômicas atuais, como o alto índice de desemprego.

– Ao comprovar que a modalidade vem se tornando gradativamente importante fator na gestão das finanças próprias ou individuais, o consórcio contribui para realização de metas pessoais, familiares e, até mesmo, empresariais, apoiado na essência da educação financeira – esclarece Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

Mesmo com indicadores positivos, não houve reflexo no volume de participantes ativos que, a exemplo do já ocorrido em janeiro e fevereiro, repetiu em março uma pequena retração de 2% dos anteriores. O total mostrou retração de 7,11 milhões (2016) para 6,97 milhões (2017).

Na análise dos seis setores nos quais os consórcios estão presentes, cinco marcaram resultados positivos na relação trimestral das adesões. O consórcio de serviços manteve a liderança com alta de 86,9%; na sequência vieram eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis com 23%; veículos leves com 16,1%; imóveis com 12% e veículos pesados com 8%. Apenas o setor de motocicletas teve percentual negativo de – 9,2%.

As contemplações no trimestre totalizaram 302,7 mil, sendo 14% inferiores que as 351,8 mil computadas nos mesmos três meses de 2016. Também nos créditos concedidos houve 8,6% de redução, baixando de R$ 10,52 bilhões para R$ 9,62 bilhões.

A média mensal das vendas de novas cotas nos três primeiros meses esteve em 177,5 mil, sendo 4,7% maior que a de 169,5 mil do ano passado. Análise paralela revelou que tanto o tíquete médio como os créditos comercializados mensais apresentaram crescimento de janeiro a março deste ano em relação ao mesmo período de 2016.

 

 

Ao saltar de R$ 36,8 mil (janeiro de 2017) para R$ 40,2 mil (março de 2017), o tíquete médio do primeiro trimestre deste ano apontou contínua evolução, registrando alta de 9,2%. Em contrapartida, no ano passado, houve estabilidade com viés de baixa, quando a média se fixou em R$ 33,3 mil.

Já os créditos comercializados, nos mesmos períodos relacionados, mostraram avanço de R$ 6,47 bilhões (janeiro de 2017) até R$ 7,11 bilhões (março de 2017), com alta de 9,9%, enquanto um ano antes foram de R$ 5,67 bilhões a R$ 6 bilhões, também com alta de 5,8%.

Com a economia apresentando, ainda que timidamente, evoluções setoriais positivas como a inadimplência das empresas caindo 0,3% ou o aumento do movimento do comércio em 2,5% em março, segundo informações da Boa Vista Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), as expectativas são animadoras pois se tratam de situações resultantes do maior equilíbrio financeiro do perfil do consumidor.

– Quando vislumbramos um cenário que nos remete para um entusiasmo, ainda comedido, que não tínhamos há poucos meses, acreditamos que poderemos voltar a patamar mais alto, gradualmente, pois o consumidor vem assumindo boas práticas financeiras quando, por exemplo, opta pelo consórcio para suas realizações. Cientes do elevado número de desempregados, acreditamos na reversão dessa tendência o que possibilitaria mais pessoas empregadas com mais consorciados ao longo do ano, inclusive como parte da recuperação econômica do país – diz Rossi.

Nos últimos cinco anos, o Sistema de Consórcios registrou crescimento de 65,7% no Patrimônio Líquido Ajustado (PLA), soma do capital mais reservas, das administradoras de consórcios. Segundo dados disponibilizados pelo Banco Central do Brasil, a evolução partiu de R$ 5,80 bilhões em dezembro de 2012 atingindo R$ 9,61 bilhões no final de 2016, em valores correntes anuais.

 

Na comparação dos resultados do PLA de 2016 versus 2015, houve alta de 21,2%, resultado do avanço de R$ 7,93 bilhões para R$ 9,61 bilhões.

Paralelamente, os Ativos Administrados (AA) dos grupos de consórcios em andamento, soma dos recebíveis e das disponibilidades e aplicações financeiras, mostraram avanço de 49,6% no mesmo período. De R$ 123 bilhões no final de 2012 chegou aos R$ 184 bilhões em dezembro do ano passado, em valores correntes à época.

Também o balanço dessas contas dos consórcios, fechado no final do ano passado, apresentou valores superiores aos alcançados em 2015. No total de R$ 184 bilhões houve evolução de 5,8% sobre os R$ 174 bilhões registrados anteriormente.

Para Rossi, “o crescimento dos indicadores evidencia segurança e liquidez da modalidade, mesmo atravessando períodos de turbulência na economia nacional, o que expressa a confiança do consumidor no Sistema, ano após ano”.

A arrecadação de tributos e as contribuições sociais pelas administradoras de consórcios acompanharam o crescimento das atividades consorciais, assinalando mais 14% na comparação entre 2016 sobre 2015. No ano passado, o volume atingiu R$ 2,45 bilhões contra R$ 2,15 bilhões de um ano antes.

Levantamento preparado recentemente pela assessoria econômica da Abac, baseado em dados fornecidos pelas empresas que atuam no setor de Serviços, mostrou ampla multiplicidade na utilização de créditos concedidos a consorciados contemplados, apontada como um dos fatores geradores do expressivo crescimento do número de participantes e de novas adesões no primeiro bimestre deste ano.

Com quase 80% de aumento na venda de novas cotas nos dois primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2016 e a consequente quase duplicação dos créditos comercializados, houve aumento de pouco mais 18% no total de participantes em fevereiro deste ano em relação ao mesmo mês no ano passado, a análise feita registrou que, na utilização dos valores pelos contemplados, serviços residenciais ficou em primeiro lugar ao atingir 47,6%. na sequência vieram festas e eventos com 13% e saúde e estética com 11,2%. Nos resultados, tivemos ainda turismo com 4%, serviços odontológicos com 2,6%, serviços oftalmológicos e educação com 2,5% cada. Os demais serviços, com menor percentual, somaram 16,6% em “outros”.

Para Paulo Roberto Rossi, “os múltiplos usos dos créditos nos consórcios de serviços têm sido considerados como o principal atrativo pelos consumidores. A facilidade para aderir, a ampla liberdade e a versatilidade na utilização por ocasião da contemplação, quando o consorciado pode concretizar, alterar e multiplicar seu objetivo original. As particularidades, aliadas ao baixo custo do produto, têm motivado os consumidores a aderirem aos grupos do Sistema de Consórcios para atingir, mesmo em tempo de crise, os objetivos pessoais, familiares e empresariais”.

 

Perfis registraram novos percentuais e mulheres aumentam participação

No levantamento realizado em agosto de 2016, a preferência também era pelos serviços residenciais com 63,1%, 13,7 pontos percentuais acima do atual (47,6%). em contrapartida, festas e eventos, duplicou o percentual do ano passado (6,4%) chegando aos 13%. Saúde e estética, que ficou em terceiro lugar na atual classificação, baixou dos 17% anteriores para 11,2%.

No item Outros, ao longo de sua história de oito anos, os créditos foram destinados para serviços variados como advocatícios, aração de solo, assessoria financeira, assessorias diversas, aulas particulares, consertos em geral, criação de identificação visual em comunicação, corte e dobra de chapas, curso de autoescola, curso de piloto, desenvolvimento de sistemas, estofamento, fotografia, informática, instalações, locação de veículos, mecânica, montagens, mudanças, pintura de veículo, segurança, telecomunicações, treinamento, terraplenagem, etc.

De acordo com os dados levantados pela assessoria econômica da Abac, a maior presença foi a masculina com 58%, enquanto a das mulheres atingiu 40,3%, entre os mais de 38 mil consorciados ativos do setor de Serviços. Há seis meses a participação feminina era de 23,3%, logo, registrou crescimento de 17 pontos percentuais. As pessoas jurídicas chegaram a 1,7%.

Tendo como base a essência da educação financeira, os participantes do consórcio de serviços planejaram suas contratações ao considerarem custos menores, livre escolha do prestador, tanto pessoas jurídicas como profissionais liberais ou técnicos especialistas. Por se tratar de um autofinanciamento, a modalidade tem levado muitos consumidores, pessoas físicas e jurídicas, a optar por sua utilização na realização de seus objetivos pessoais, familiares ou empresariais.

Rossi ressalta a importância do planejamento apoiado no controle das finanças ao apontar que “parcela significativa dos consorciados, antes de aderirem ao consórcio de serviços, têm ponderado o comprometimento financeiro, os custos, a representatividade da parcela nos orçamentos mensais, confirmando maturidade e responsabilidade no momento da escolha”.

Nas pesquisas realizadas com as administradoras associadas que atuam no setor, verificou-se ainda que, nos grupos constituídos, o prazo médio esteve em 35 meses, com crédito médio de R$ 6,68 mil, variando de R$ 2 mil a R$ 16 mil. A taxa média de administração ficou em 0,62% ao mês, praticada nos últimos meses.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *